Uma ginasta mirim pode subir ao pódio quatro vezes no mesmo fim de semana — solo, salto, trave e individual geral. Leve dez atletas para uma etapa de circuito estadual e você tem quarenta pódios possíveis; cada pódio consome três medalhas. É assim que um campeonato que parece pequeno no ginásio vira um pedido de 200 a 400 peças em cima da mesa do organizador.

Fundimos nossas medalhas na nossa própria fábrica em Huizhou, Guangdong, desde 2010. São mais de quinze anos de prensa, banho e controle de lote, com exportação para mais de 50 países e capacidade acima de 30.000 peças por dia. Boa parte dos pedidos de ginástica que recebemos vem de clubes e associações que nunca compraram fora do Brasil e chegam com a mesma dúvida: quanto pedir, em que tamanho e com que arte.

Se você quer primeiro entender o que fazemos, comece pela página de medalhas personalizadas. O resto deste guia é a parte que o catálogo não conta.

A conta que quase ninguém faz antes de pedir orçamento

A ginástica artística tem uma estrutura de premiação mais densa que a maioria dos esportes. Não existe um pódio por prova; existe um pódio por aparelho. No masculino são seis — solo, cavalo com alças, argolas, salto, paralelas e barra fixa. No feminino são quatro — salto, paralelas assimétricas, trave e solo. Some o individual geral e a competição por equipe e você chega a dezesseis pódios por categoria de idade.

Multiplique por cinco categorias — mirim, infantil, juvenil, adulto e master — e por três lugares em cada pódio. Para um evento que roda os dois naipes no mesmo fim de semana, o resultado fica assim:

Bloco de premiaçãoContaPeças
Aparelhos masculinos6 aparelhos × 5 categorias × 3 lugares90
Aparelhos femininos4 aparelhos × 5 categorias × 3 lugares60
Individual geral2 naipes × 5 categorias × 3 lugares30
Equipe2 naipes × 5 categorias × 3 lugares30
Total do campeonato210

Esse é o piso. Um estadual com classificatória e final, dois naipes completos e uma categoria pré-mirim extra passa de 300 peças com facilidade. Se o clube também premia o festival interno de fim de ano e a copa de escolinhas, o número chega aos 400 sem exagero.

O erro clássico é orçar olhando só o aparelho de destaque do clube — a trave, no feminino, ou o solo, no masculino. Quando o organizador percebe que precisa premiar argolas e cavalo com alças também, o prazo já está curto e o molde já foi aberto. Planeje a premiação inteira antes de escolher a arte. A visão geral de categorias esportivas está em medalhas esportivas.

Zinco fundido, latão estampado ou acrílico: o que sobrevive à mão de uma ginasta

Ginásio de ginástica é ambiente hostil para medalha. Pó de magnésio nas mãos, suor, queda no colchão, peça enfiada na mochila junto do collant e da garrafa. Quem já viu uma medalha de acrílico depois de uma temporada conhece o resultado: risco, amarelamento e relevo achatado.

O acrílico tem seu lugar — é barato, colorido e serve para festival interno de escolinha. Mas ele não tem relevo de verdade: a imagem é impressa ou gravada a laser numa superfície plana. Para campeonato estadual, o que funciona é metal fundido sob pressão.

Trabalhamos com Zamak 3, 5 e 7, liga de zinco com ponto de fusão de 385 °C, prensada em máquinas de 88 toneladas. O latão estampado é a alternativa tradicional: mais pesado, mais caro e com relevo mais raso, porque a chapa é batida e não preenchida.

CritérioZamak fundidoLatão estampadoAcrílico
Densidade6,7 g/cm³8,9 g/cm³leve
Como o relevo nascepreenchido no moldebatido em chapa, um ladoimpresso ou a laser
Relevo mínimo viável0,4 mmraso, sem profundidade realnenhum
Traço fino0,3 mm0,5 mm na práticaimpressão digital
Peso percebidomédio-altoaltobaixo
Custo de moldemédio, pago uma vezaltobaixo
Durabilidade em ginásioaltaaltabaixa

A densidade explica o peso na mão. O latão é cerca de um terço mais pesado que o zamak no mesmo volume; o ferro fica em 7,8 g/cm³ e o alumínio em 2,7 g/cm³, o mais leve da lista e também o mais macio. Para ginástica, o zamak é o equilíbrio: pesa o suficiente para parecer prêmio e custa o suficiente para caber no orçamento de uma associação. A comparação liga por liga está no guia de materiais de medalhas.

Como cada aparelho vira relevo — e onde a fundição impõe limite

A boa notícia é que a ginástica tem um repertório gráfico limpo: silhueta de ginasta, aparelhos geométricos, corpo em arco. A má notícia é que quase todo esse repertório é feito de linha fina, e linha fina é justamente o que a fundição cobra caro.

Nossos limites são fixos: parede mínima de 2 mm, relevo mínimo de 0,4 mm e largura mínima de traço de 0,3 mm. Abaixo disso o metal não preenche a cavidade, a linha desaparece — ou pior, fica falhada em metade do lote.

O que funciona bem

  • Trave. A viga horizontal é o elemento mais fácil: barra reta, com as pernas de apoio em relevo. Em traço de 0,3 mm fica nítida mesmo em peça pequena.
  • Argolas. Dois círculos suspensos por duas cordas. Funciona desde que as cordas tenham 0,3 mm e as argolas sejam cheias, nunca em contorno duplo.
  • Cavalo com alças. O corpo do aparelho é largo e agradece o relevo de 0,4 mm; as alças precisam de 2 mm de parede para não quebrarem no acabamento.
  • Paralelas assimétricas. As duas barras em alturas diferentes dão leitura imediata. A distância entre elas não pode cair abaixo de 1 mm, senão o metal fecha e vira um bloco só.
  • Barra fixa e paralelas simétricas. Estrutura de postes e travessa, ótima para peça retangular ou em escudo.

O que fecha no molde

Silhueta de ginasta em espacate, com dedos do pé apontados e fita ondulando, é o desenho que mais reprovamos na pré-impressão. Em tamanho real de medalha, dedos e fita se fundem num borrão. A saída é simplificar: corpo em bloco, sem dedos, fita em curva única. Outro problema recorrente é texto dentro de círculo pequeno — a curva comprime as letras e a linha fecha. Nesses casos, movemos o texto para o verso, onde há área plana.

Uma regra que passamos aos clubes: aprove a arte em tamanho real, impressa em papel, antes de abrir o molde. O que você vê no monitor em 400% não é o que sai da prensa. Os critérios de pré-impressão estão no guia de design.

Esmalte mole e esmalte duro: as cores do clube na peça

Cor de clube é decisão afetiva. A atleta reconhece o verde e o amarelo da associação antes de ler o nome. Na medalha, essa cor entra por esmalte, e existem dois caminhos com custo e resultado diferentes.

O esmalte mole é aplicado em cavidades abertas no próprio molde, com profundidade mínima de 0,3 mm. É a técnica mais usada em medalha esportiva: permite várias cores na mesma peça, tem brilho vítreo e custo mais baixo. O esmalte duro de imitação usa cavidade de no mínimo 0,5 mm e recebe camadas até o nível do metal, criando uma superfície quase plana, com aspecto de joia.

CritérioEsmalte moleEsmalte duro (imitação)
Profundidade mínima da cavidade0,3 mm0,5 mm
Aparênciabrilho vítreo, cor viva, leve depressãosuperfície nivelada, aspecto de joia
Cores por peçavárias, separadas por filete de metalvárias, com aplicação mais lenta
Customenormaior
Melhor usocampeonato, festival, ligapremiação de gala, honra ao mérito
Resistência ao usoboa, com banho bem feitomuito boa

Depois da aplicação, a peça vai à cura: 60 a 70 °C por 60 a 90 minutos, ou 100 °C por 60 minutos, conforme a família de esmalte. Pular essa etapa, ou encurtá-la para ganhar prazo, é o que produz aquele esmalte que descasca na segunda temporada.

Sobre a paleta, duas recomendações de fábrica. Primeiro, limite-se a três ou quatro cores: cada cor extra é uma máscara e um passo de aplicação, e isso aparece no preço. Segundo, deixe o metal separar as cores com um filete de 0,3 mm — sem esse contorno, dois esmaltes vizinhos se misturam na cura. A comparação técnica completa está em esmalte mole vs esmalte duro.

Galvanoplastia em nove etapas: por que a medalha não pode descascar no ginásio

O banho é a parte invisível do orçamento e a que mais decide a vida útil da peça. Nossa linha de galvanoplastia tem nove etapas, e nenhuma delas é opcional.

O ciclo começa no polimento e na limpeza química, passa pelo desengraxe e pelo ataque, e chega ao cobre. O cobre alcalino fica cerca de 500 segundos e serve de base de aderência; o cobre ácido vem depois, de 20 a 60 minutos, e é o que dá corpo e nivelamento à superfície. Só então entram o níquel e o acabamento final — dourado, prata, bronze, anticobre ou pintura eletrostática.

O forno túnel fecha o processo: 100 °C por 40 minutos, para eliminar a umidade antes da montagem da fita. Peça que entra na fita úmida mofa no transporte marítimo. Já vimos lote inteiro chegar ao porto com mancha verde por causa disso.

Por que isso importa numa medalha de ginástica especificamente? Porque a peça é manuseada com pó de magnésio, que é abrasivo, e guardada em contato com tecido suado. Banho fino, de duas camadas, abre bolha em uma temporada. Banho completo segura anos. O passo a passo da fábrica está em processo de fabricação.

Tamanho, peso e segurança: a medalha no pescoço de quem ainda está crescendo

Ginástica artística é um esporte de criança. A base mirim começa aos seis, sete anos, e essas atletas sobem ao pódio com a mesma frequência das adultas. Isso muda a especificação da peça: o que é prestígio para uma juvenil é peso morto no pescoço de uma mirim.

Nossa recomendação é reduzir diâmetro e espessura nas categorias de base e, principalmente, encurtar a fita. A fita esportiva padrão tem 860 a 900 mm de comprimento por 20 a 30 mm de largura; para infantil e mirim usamos 800 × 20 mm.

CategoriaFita indicadaPrioridade da peça
Mirim / pré-mirim800 × 20 mmleve, canto arredondado, relevo simples
Infantil800 × 20 mmleve, uma ou duas cores de esmalte
Juvenil860 a 900 × 20 a 25 mmpeso médio, gravação no verso
Adulto860 a 900 × 25 a 30 mmpeso alto, esmalte e gravação completos
Master860 a 900 × 25 a 30 mmpeso alto, acabamento de gala

Segurança não é só peso. Peça infantil não pode ter aresta viva, canto em ângulo reto nem relevo saliente que raspe a pele: no molde, arredondamos o contorno e rebaixamos o relevo da borda. A fita entra com argola soldada e fecho que abre sob tração — se a criança prender a medalha em algum lugar, o conjunto solta em vez de enforcar.

Diferenciar a peça infantil vale, e não só por segurança: a criança guarda a primeira medalha a vida inteira. As opções de fita e fecho estão em fitas para medalhas.

Um molde, vários aparelhos: como o MOQ de 100 resolve a temporada

Aqui está a parte que faz o orçamento fechar. O MOQ é de 100 peças por modelo, e muita gente lê isso como “100 medalhas por aparelho”, o que inviabilizaria a compra. Não é assim.

O molde define a frente: brasão do clube, nome do campeonato, arte de ginástica, ano. O verso recebe gravação variável: aparelho, categoria, colocação, nome da atleta. A gravação não conta como modelo novo, porque não exige matriz nova. Resultado: um único design de frente cobre solo, salto, trave, paralelas assimétricas, argolas, cavalo com alças e barra fixa, mais individual geral e equipe, em todas as categorias. As 100 peças do MOQ são o total do modelo, não de cada variação.

O segundo ponto é o calendário. O circuito estadual brasileiro costuma rodar de março a novembro, com três a cinco etapas. Se cada etapa tem premiação própria, o clube precisa de estoque escalonado, não de um pedido único no fim do ano.

Nossa sugestão é contar de trás para frente, a partir da primeira etapa. Arte aprovada em janeiro, com prova de design em 24 horas; amostra física aprovada em 7 a 10 dias; produção da primeira etapa em 7 a 15 dias após a aprovação; reposição entre etapas com o molde já aberto, sem ferramental novo.

Uma temporada completa raramente exige mais de um molde — e é essa diferença que separa o comprador experiente do apressado.

Prazos, embalagem e envio para o Brasil

Do lado da fábrica, os prazos são estáveis: arte em 24 horas, amostra em 7 a 10 dias, produção em 7 a 15 dias após a aprovação. A capacidade diária passa de 30.000 peças, o que permite absorver um pedido de campeonato sem entrar na fila de outro cliente. O controle de qualidade acontece em três etapas — peça bruta, peça com banho e peça montada.

Somos auditados BSCI e certificados ISO 9001, com envio por Sedex quando o comprador precisa de rastreio de responsabilidade social.

Embalagem é onde o pedido de ginástica se diferencia. A opção mais comum é saqueta individual por peça, com a fita já montada e o conjunto protegido por filme; para premiação de gala, estojo rígido com berço. Para envio ao Brasil, o volume pesa: medalha é metal, e metal paga frete por quilo.

Sobre impostos, uma observação honesta: a importação brasileira tem tributos federais e estaduais que incidem sobre o valor aduaneiro, e a alíquota efetiva varia com o NCM, o estado e o regime de importação. Não trabalhamos com taxa fixa porque não existe uma. Peça a cotação com o valor declarado correto e simule com o despachante antes de fechar. Atraso em alfândega não é prazo de fábrica, e vale separar as duas coisas no seu cronograma.

Perguntas frequentes

Quantas medalhas um campeonato de ginástica artística costuma exigir?

Um evento com os dois naipes, cinco categorias de idade e premiação por aparelho, individual geral e equipe fica na faixa de 200 a 400 peças. O número sobe quando há classificatória e final separadas ou uma categoria pré-mirim extra. Vale montar a conta por aparelho antes de pedir orçamento.

O MOQ de 100 peças é por aparelho ou por modelo?

É por modelo, ou seja, por molde de frente. Como o verso recebe gravação variável, um único design cobre solo, salto, trave, paralelas assimétricas, argolas, cavalo com alças, barra fixa, individual geral e equipe. As 100 peças podem ser divididas entre aparelhos e categorias.

Consigo gravar o nome do aparelho e a colocação no verso?

Sim. A gravação é feita no próprio metal, com relevo mínimo de 0,4 mm e traço de 0,3 mm. O limite de caracteres depende do tamanho da área plana do verso, e informamos esse limite antes da aprovação do molde.

Qual tamanho e qual fita usar na categoria mirim?

Para mirim e infantil, indicamos peça mais leve, com canto arredondado e fita de 800 × 20 mm. A fita padrão de 860 a 900 mm por 20 a 30 mm fica longa demais e faz a medalha bater no queixo da criança durante a premiação.

Esmalte mole ou esmalte duro para as cores do clube?

Para campeonato e liga, o esmalte mole resolve bem e custa menos, com cavidade mínima de 0,3 mm. O esmalte duro de imitação, com cavidade de 0,5 mm, é indicado para premiação de gala e peça de honra ao mérito, em que o acabamento nivelado faz diferença.

Vocês entregam no Brasil e em quanto tempo?

Entregamos, com exportação para mais de 50 países. A arte sai em 24 horas, a amostra em 7 a 10 dias e a produção em 7 a 15 dias após a aprovação, com controle de qualidade em três etapas. O prazo total depende do modal de frete e do desembaraço aduaneiro, que correm por conta do importador.

Encomendar medalhas de ginástica com a gente

Se você organiza campeonato, comanda associação ou cuida da premiação de um clube, o caminho mais curto é mandar a arte ou a ideia e receber uma prova de design gratuita em 24 horas. Assim você vê o relevo, as cores e a gravação antes de investir no molde — e ajusta o que precisa enquanto ainda é arquivo, não matriz.

Conte quantos aparelhos, categorias e etapas sua temporada tem. Com esses três números, ajudamos a fechar a quantidade certa, o tamanho por idade e a fita adequada para cada categoria. Somos fabricantes desde 2010, com fábrica própria em Huizhou, mais de quinze anos de estrada e clientes em mais de 50 países.

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