A primeira diferença entre um box de CrossFit e uma federação esportiva aparece no momento da compra: ninguém espera um calendário oficial para decidir quantas medalhas encomendar. Quem organiza um in-house throwdown, uma etapa regional ou um confronto entre boxes define sozinho as divisões, o formato do pódio e o que cada atleta leva para casa. Na prática, a decisão nasce dentro da academia, muitas vezes poucas semanas antes do evento, e precisa caber em um orçamento que também paga equipamento, arbitragem e estrutura de tenda. Neste guia, mostro como boxes e academias de functional fitness planejam medalhas de CrossFit — do número de peças por equipe ao desenho que a fundição consegue reproduzir com nitidez. Para a visão geral do que fabricamos, comece pela página de medalhas personalizadas.
Sou fabricante desde 2010, com fábrica própria em Huizhou, no sul da China, e recebo pedidos de boxes brasileiros, de academias de functional fitness e de organizadores de campeonatos de várias partes do mundo. O que escrevo aqui vem da linha de produção: do molde que abrimos, do banho que controlamos e do lote que embalamos. Não é catálogo genérico. É o que aprendi vendo o que funciona e o que volta como reclamação.
[Image: medalhas-crossfit-competicoes-guia.jpg — medalhas de metal com fita, prontas para premiação de competição de functional fitness]
Por que um box pede medalhas de forma diferente
Uma corrida de rua compra milhares de peças iguais e entrega a mesma medalha para todo mundo que cruza a linha. Um box faz o contrário. Ele compra algumas centenas de peças, distribui em camadas diferentes e trata cada uma como objeto de pertencimento. Essa diferença muda tudo no pedido.
O primeiro motivo é o vínculo. Em uma prova de rua, o atleta muitas vezes nunca mais vê o organizador. No box, o atleta treina com o dono, com o coach e com os colegas de turma todas as semanas. A medalha do throwdown interno fica pendurada na estante da casa ao lado da foto da primeira muscle-up. Ela não é lembrança de um evento distante; é um troféu de comunidade, e a turma inteira sabe quem subiu ao pódio e quem terminou em último na última repetição.
O segundo motivo é o calendário. Um box não tem temporada fechada. Ele faz um evento de aniversário, um desafio de fim de ano, uma etapa interna por semestre, um confronto amistoso com o box da cidade vizinha e, de vez em quando, um campeonato regional com equipes de fora. São eventos de tamanhos muito diferentes, com públicos diferentes e orçamentos diferentes, todos saindo do mesmo caixa.
O terceiro motivo é o desenho da premiação. Quase todo box quer duas camadas: uma medalha de conclusão para quem terminou todos os WODs, independentemente da colocação, e uma medalha de pódio para os três primeiros de cada divisão. É uma decisão generosa e inteligente, porque valoriza o esforço de quem entrou no evento para se testar, não só de quem ganha. Mas ela dobra a lógica de contagem, e é aí que a maioria dos pedidos erra.
O quarto motivo é o volume. Um box médio reúne entre 40 e 120 atletas em uma competição interna. É um número pequeno para os padrões de uma corrida de rua, mas grande o bastante para exigir planejamento de molde, de gravação e de prazo. Quem organiza competição de academia e quer entender o cenário mais amplo de premiação esportiva encontra um panorama em medalhas esportivas.
Uma matriz ou uma por etapa
A primeira decisão técnica do pedido não é o desenho. É quantas matrizes você vai pagar. Matriz, aqui, é o molde de aço que dá forma à peça na máquina — o ferramental que se abre uma vez e serve para todas as unidades daquele modelo.
Existem três caminhos, e cada um faz sentido em um cenário específico:
| Decisão | O que muda na prática |
|---|---|
| Uma matriz para todas as etapas | Um único desenho serve para o evento de aniversário, o desafio de fim de ano e o confronto entre boxes. A identidade do box fica forte, o ferramental se dilui em todos os lotes e o pedido seguinte é só repetição. |
| Uma matriz por etapa | Cada edição tem arte própria, com o nome do evento e o ano no relevo. Custa mais em ferramental e exige um lote mínimo por modelo em cada edição. |
| Uma matriz com área variável | A frente carrega o desenho fixo do box e o verso recebe gravação a laser com o nome do evento, a edição e a data. Um molde, infinitas leituras. |
Para a maioria dos boxes brasileiros, o terceiro caminho é o mais eficiente. A frente é a assinatura visual da academia — o logo em relevo, a kettlebell estilizada, a corda naval cruzando o fundo. O verso é uma área plana reservada para gravação. Assim, o mesmo molde atende a edição de verão e a de inverno, muda só o texto, e o cliente não paga ferramental de novo a cada semestre.
O erro comum é encomendar uma matriz nova para cada divisão. Não é necessário. Divisão não é design. RX, Scaled, Master e Iniciante podem compartilhar a mesma peça e se diferenciar pela cor do banho, pela cor do esmalte ou pela gravação no verso. Isso mantém o MOQ de 100 peças por modelo ao alcance de um evento pequeno e evita a situação clássica de ter quatro moldes diferentes com 30 peças cada, todos abaixo do mínimo.
Quando o box realmente cresce e passa a organizar um campeonato regional com marca própria, aí sim vale abrir uma matriz exclusiva para o evento, com nome, edição e arte completa. É uma peça de posicionamento, não de premiação interna, e o volume de inscritos normalmente justifica o investimento.
Quantas medalhas a competição realmente precisa
Aqui está o ponto em que quase todo organizador erra a conta, e o erro custa caro em duas direções: pedir de menos e ficar sem peça no dia, ou pedir de mais e pagar por medalha que vai ficar na caixa.
A regra é simples de enunciar e fácil de esquecer: a contagem de pódio é por atleta, não por equipe. Se a divisão é de dupla e o pódio premia as três melhores duplas, você entrega seis medalhas, não três. Se a divisão é de trio, são nove. Um campeonato com quatro divisões de dupla e uma de trio já consome 33 peças só no pódio, antes de contar a medalha de conclusão.
| Estrutura da premiação | Como contar |
|---|---|
| Pódio individual | 3 peças por divisão |
| Pódio de dupla | 6 peças por divisão |
| Pódio de trio | 9 peças por divisão |
| Pódio de team (quatro a seis atletas) | 12 a 18 peças por divisão |
| Medalha de conclusão | 1 peça por atleta inscrito, nunca por equipe |
| Reserva técnica | 10% sobre o total, para empate, perda ou peça com defeito |
A reserva técnica não é excesso de zelo. Empate acontece, principalmente em eventos com pontuação por colocação em vários WODs. Peça que cai no chão do box e amassa acontece. Atleta que esquece a medalha na mesa do juiz e volta pedindo outra acontece. Dez por cento resolvem o problema sem inflar o pedido.
Vale também separar as duas camadas no papel antes de somar. A medalha de conclusão é a que define o volume real do pedido, porque acompanha o número de inscritos. A medalha de pódio é a que define a complexidade, porque costuma ter banho mais nobre, esmalte em mais cores e gravação individual. Muitos boxes resolvem isso com duas peças distintas: uma de conclusão, mais direta, e uma de pódio, com mais acabamento. Outros usam a mesma peça e diferenciam só a cor do banho — dourado, prata e bronze para o pódio, níquel negro para a conclusão. As duas soluções funcionam; a segunda reduz o número de modelos e ajuda a atingir o mínimo por molde.
Um exemplo de conta fechada, sem preço, só para fixar a lógica: 96 atletas inscritos, oito divisões, sendo cinco individuais e três de dupla. Pódio individual: 5 × 3 = 15 peças. Pódio de dupla: 3 × 6 = 18 peças. Total de pódio: 33. Conclusão: 96. Soma: 129. Com reserva de 10%, o pedido fecha em cerca de 142 peças. Se o box decidir que a medalha de conclusão é a mesma do pódio, o modelo único precisa de 142 unidades — acima do MOQ de 100 peças por modelo, portanto sem problema. Se decidir separar em dois modelos, cada um precisa passar de 100, e aí a conta muda: 33 peças de pódio não atingem o mínimo sozinhas.
Um desenho que funde bem
O repertório visual do CrossFit é tentador e, ao mesmo tempo, traiçoeiro. Kettlebell, barra com anilhas, corda naval, caixa de box jump, argolas, wall ball, colete de peso, pneu. Todos esses elementos funcionam em metal fundido — desde que o desenho respeite três limites que a fundição sob pressão impõe: relevo mínimo de 0,4 mm, traço mínimo de 0,3 mm e espessura mínima de parede de 2 mm.
O que esses números significam na prática:
- Relevo de 0,4 mm é a altura mínima para que um elemento ganhe sombra e seja lido como volume. Abaixo disso, a peça sai chapada e o desenho desaparece depois do banho.
- Traço de 0,3 mm é a linha mais fina que o metal preenche de forma confiável. Linhas mais finas fecham no molde ou saem falhadas no lote.
- Parede de 2 mm é a espessura mínima de metal em qualquer ponto da peça. Elementos vazados, alças muito finas e recortes agressivos esbarram nesse limite.
| Elemento | Como resolver no molde |
|---|---|
| Kettlebell | Silhueta cheia, com a alça em arco contínuo e no mínimo 2 mm de parede. Funciona muito bem como formato da peça inteira, não só como ícone. |
| Barra com anilhas | Desenhar a barra como faixa contínua, com as anilhas em discos de relevo 0,4 mm. O recartilhado vira sulcos espaçados, nunca pontilhado fino. |
| Corda naval | Tratar como fita ondulada de largura mínima de 0,3 mm por seção, com relevo 0,4 mm. Corda isolada e muito fina não vaza. |
| Caixa de box jump | Usar perspectiva isométrica com degraus de 0,4 mm. Perspectiva com muitas linhas convergentes vira mancha. |
| Argolas | Dois anéis em relevo, com a fita de sustentação entrando por cima. Anel vazado exige parede de 2 mm em toda a volta. |
| Wall ball | Esfera com gomos em relevo baixo. Textura de costura muito fina não reproduz. |
Existe uma decisão anterior a tudo isso: a peça é redonda com ícone no centro, ou a peça tem o formato do objeto? Uma medalha em formato de kettlebell, com a alça funcionando como argola, é o pedido mais bonito e o mais delicado. Ela exige molde próprio, controle de fluxo de metal na alça e atenção à parede mínima. Já uma peça redonda com a kettlebell em relevo no centro é mais barata, mais rápida e permite reaproveitar a matriz em várias edições mudando só o miolo. Nossa recomendação para quem está começando: redonda ou escudo na primeira edição, formato escultórico na segunda, quando o evento já tem público consolidado.
Vale pensar também na leitura à distância. A medalha é vista de longe, na mão do atleta, no telão da premiação, na foto do pódio. Detalhes internos muito pequenos se perdem nessa distância e só aparecem quando a pessoa pega a peça na mão. Um desenho forte tem uma silhueta reconhecível a três metros e uma surpresa de detalhe a trinta centímetros. Se o logo do box tem muita informação, simplifique a versão fundida e deixe a versão completa para a gravação. As regras de preparação de arquivo estão detalhadas no guia de design.
Fundição sob pressão de zamak: nossa linha
Nossa fábrica em Huizhou trabalha com liga de zinco Zamak 3, Zamak 5 e Zamak 7, com ponto de fusão de 385 °C e prensas de 88 toneladas. É esse conjunto que permite produzir medalha com relevo de 0,4 mm, traço de 0,3 mm e parede de 2 mm sem que a peça saia com falha.
A escolha da liga não é detalhe de catálogo. As três variantes têm comportamentos diferentes:
- Zamak 3 é a liga padrão da medalharia. Boa fluidez, bom acabamento depois do polimento e comportamento previsível em relevo médio. É a escolha da maioria dos pedidos de competição.
- Zamak 5 tem mais cobre na composição, o que aumenta dureza e resistência mecânica. Faz sentido em peças com alças, recortes ou formato escultórico, onde a resistência ao impacto importa mais.
- Zamak 7 é a liga de maior estabilidade dimensional. Entra quando a peça tem parede fina, encaixe ou necessidade de repetibilidade muito alta entre lotes.
A prensa de 88 toneladas define o tamanho e a complexidade que conseguimos injetar com segurança. Peças maiores, com relevo profundo e muitos detalhes, exigem mais força de fechamento e mais controle de temperatura do molde. É por isso que um desenho aparentemente simples no arquivo pode custar mais caro na produção: ele pode exigir mais tempo de ciclo, mais refugo no início do lote ou um molde com mais saídas.
Nossa capacidade instalada passa de 30 mil peças por dia. Isso não significa que todo pedido sai em um dia — significa que um lote de 500 ou 1.000 medalhas não é gargalo para nós. O controle de qualidade acontece em três etapas: na saída da fundição, depois do acabamento e antes da embalagem. Peça com bolha, peça com relevo incompleto e peça com falha de banho são separadas nesses três pontos, não só no final.
Para quem quer entender a sequência completa, do arquivo ao produto embalado, vale ler o processo de fabricação.
Banhos e esmalte nas cores do box
O banho é o que transforma a peça crua em medalha. São nove etapas de galvanoplastia, e cada uma tem função específica. As primeiras camadas de cobre alcalino, com cerca de 500 segundos de imersão, preparam a superfície e garantem aderência. Depois vem o cobre ácido, com tempo entre 20 e 60 minutos, que dá corpo e uniformidade ao depósito. A secagem é feita a 100 °C por 40 minutos antes das camadas seguintes. Pular etapa aqui não economiza tempo: economiza qualidade, e a falha aparece semanas depois, como mancha ou descascamento.
Sobre essa base entram os acabamentos que definem a leitura da medalha:
| Acabamento | Leitura visual e uso indicado |
|---|---|
| Dourado | Pódio tradicional, leitura de primeiro lugar. Combina com esmalte escuro e com gravação a laser contrastada. |
| Prata | Segunda colocação, mas também acabamento principal de peças de conclusão com ar mais técnico. |
| Bronze | Terceiro lugar e, em muitos boxes, a cor da medalha de participação pela proximidade com o tom de equipamento. |
| Níquel negro | Estética de academia, visual grafite. É o favorito de eventos de functional fitness porque contrasta com esmalte claro e fotografa bem. |
| Cobre e rosé | Alternativa quente para edições comemorativas e para boxes com identidade visual em tons terrosos. |
Depois do banho vem a cor. Trabalhamos com esmalte mole rebaixado em 0,3 mm, que deixa o relevo metálico saltado e cria aquela leitura tátil de medalha clássica, e com imitação de esmalte duro em 0,5 mm, que preenche o vazado e é polida até ficar plana, com superfície lisa e brilho uniforme. A diferença é estética e de uso: o esmalte mole valoriza o desenho em relevo e perdoa pequenas variações; a imitação de esmalte duro dá um acabamento mais sofisticado, com cara de peça de coleção, e é mais indicada para pódio.
Para arte com degradê, foto ou muitas cores, a via é outra: impressão UV, tampografia e serigrafia. A impressão UV resolve detalhe fotográfico e gradiente, a tampografia é eficiente em áreas pequenas e a serigrafia em áreas grandes de cor chapada. E há a gravação a laser, que remove o banho e revela o metal ou o contraste da camada inferior — é o método que usamos para nome de atleta, nome do box e identificação do WOD.
A escolha de cor merece uma conversa com o box antes do fechamento. Muita academia tem manual de marca com dois ou três tons, e a medalha precisa dialogar com a fita, com a camiseta do evento e com a sinalização da tenda. Não é necessário reproduzir o tom exato do material gráfico: o esmalte tem limites de fidelidade em relação ao impresso, e o banho metálico altera a percepção da cor ao redor. O caminho seguro é aprovar a combinação em amostra física, não em tela.
Fitas, argolas e porta-medalhas
A fita é metade da medalha. Literalmente: é ela que aparece no pescoço do atleta na foto do pódio e é ela que define se a peça vai parecer premium ou improvisada. Um box que investe em relevo bonito e economiza na fita entrega uma medalha que parece mais barata do que é.
Três decisões resolvem a maioria dos casos. A primeira é a largura: fita mais larga lê como peça de campeonato, fita estreita lê como lembrança. A segunda é o acabamento da borda, que pode ser simples ou com costura aparente. A terceira é a fixação: argola metálica com fita passada, ou fita costurada direto na peça. A argola é mais versátil, porque permite trocar a fita e permite que o atleta pendure a medalha em um gancho sem desmontar nada.
A cor da fita pode repetir o manual de marca do box ou seguir a lógica do pódio. Em evento com três colocações, a solução mais legível é fita na cor do banho — dourada, prateada, bronzeada — com o nome do evento impresso. Em evento com medalha de conclusão única, vale usar a cor principal da academia com o logo repetido ao longo da fita. As opções de material da fita, largura e impressão estão no guia de fitas para medalhas.
O porta-medalhas é outro assunto, e vale ser honesto sobre ele. Muita gente pesquisa “porta medalhas crossfit” esperando encontrar o suporte de parede que o atleta compra depois do evento para pendurar a coleção. Esse é um produto de outro segmento, normalmente em madeira ou acrílico, e não é o que uma fundição de metal entrega. O que a fábrica pode fazer é facilitar a vida de quem vai usar o porta-medalhas: garantir que a argola seja firme, que a fita tenha comprimento adequado para pendurar sem arrastar e que a peça não tenha aresta que marque a fita com o tempo. São detalhes pequenos que decidem se a medalha vai para a parede ou para a gaveta.
Gravação de atleta, box e WOD
A gravação é o que transforma uma medalha de evento em medalha de pessoa. Um box que entrega peça igual para todos os atletas entrega lembrança; um box que entrega o nome gravado entrega objeto pessoal. E, do ponto de vista de produção, a gravação é o que permite manter um único molde para dezenas de variações.
O arranjo que recomendamos é sempre o mesmo: frente com o desenho fixo em relevo, verso com área plana reservada. Essa área precisa de alguns cuidados no projeto. Ela deve ficar livre de esmalte, porque o laser sobre esmalte queima a camada e deixa a leitura suja. Deve ter relevo zero, para que a gravação não caia em cima de uma curva. E deve ter tamanho suficiente para receber três linhas de texto sem apertar.
O conteúdo típico no verso de uma medalha de CrossFit:
- Nome do atleta, em uma linha, com atenção a acentos e cedilha — o laser reproduz bem, desde que o arquivo venha com a grafia correta.
- Nome do box ou da equipe, em linha menor.
- Identificação do evento e do WOD, como “Throwdown Interno — WOD 1 a 4” ou o nome do campeonato.
- Colocação ou categoria, quando a peça é de pódio e a divisão precisa ficar registrada.
A regra de legibilidade é a mesma da fundição: traço mínimo de 0,3 mm. Isso vale para o laser também, porque linha muito fina vira risco fraco, que some depois do polimento. Letra fina de fonte serifada, com hastes muito delicadas, é a campeã de reclamação. Letra sem serifa, em caixa alta, com peso médio, funciona sempre.
Existe uma decisão operacional que costuma atrasar pedido: a lista de nomes. A produção não pode começar a gravação antes de a lista estar fechada e conferida. Se o box coleta os nomes na inscrição, o trabalho é só exportar e revisar. Se coleta no grupo de WhatsApp na véspera, o risco de erro é alto — nome trocado, atleta que desistiu, grafia diferente da que está no documento. O ideal é fechar a lista quando a produção começa, não quando a medalha chega.
MOQ, moldes e o custo da escolha
Nosso MOQ é de 100 peças por modelo. Esse número não é arbitrário: é o ponto em que o custo do molde se dilui em um volume que faz sentido para a fundição e para o cliente. Abaixo disso, o ferramental pesa demais no total e a peça sai artificialmente cara.
Entender essa mecânica muda a forma de comprar. O molde é um custo único, pago uma vez, e serve para todas as unidades daquele modelo em qualquer pedido futuro. A peça é custo repetível. Quem separa o orçamento nessas duas linhas consegue comparar propostas de forma honesta e consegue planejar a reposição. Quem olha só o total mistura as duas coisas e às vezes escolhe a proposta errada.
| Cenário do box | Caminho que costuma funcionar |
|---|---|
| Evento interno com 60 a 100 atletas | Um modelo único, com banho diferente para pódio e para conclusão. Atinge o MOQ sem esforço. |
| Evento com pódio pequeno e conclusão grande | Duas peças: a de pódio em lote menor, aceitando o custo do mínimo, e a de conclusão no volume real. |
| Três ou quatro eventos por ano | Uma matriz só, com verso gravado por edição. O ferramental se paga no segundo evento. |
| Campeonato regional com marca própria | Matriz exclusiva, com arte completa, formato escultórico e banho especial. |
| Primeira edição, público ainda incerto | Peça redonda com ícone em relevo, para reduzir risco de ferramental e permitir repetir o molde na próxima edição. |
Os prazos também entram nessa conta. A arte fica pronta em 24 horas depois que recebemos o arquivo e o briefing. A amostra física leva de 7 a 10 dias. A produção leva de 7 a 15 dias. São números de fábrica, e não incluem transporte internacional nem desembaraço, que correm por conta do frete escolhido.
Um detalhe que quase ninguém considera no início: o molde tem vida útil e pode ser reaproveitado em edições futuras. Box que faz evento todo ano e guarda a matriz conosco consegue repetir a peça com alteração só de gravação ou de cor, sem pagar ferramental novo. É a diferença entre tratar a medalha como compra pontual e tratá-la como ativo de marca.
Planejamento reverso a partir do dia do evento
A forma mais segura de comprar medalha de competição é começar pelo dia do evento e voltar no calendário. Quem planeja a partir da data de entrega desejada quase sempre descobre, tarde, que a amostra não volta a tempo de ser aprovada.
| Etapa | Prazo |
|---|---|
| Briefing, arte e proposta | Arte em 24 horas após o recebimento do material |
| Aprovação da arte pelo box | Tempo do cliente, mas é a etapa que mais atrasa |
| Amostra física | 7 a 10 dias |
| Aprovação da amostra e fechamento da lista de nomes | Tempo do cliente |
| Produção | 7 a 15 dias |
| Embalagem, conferência e envio | Depende do volume e do destino |
Somando os prazos de fábrica, o caminho crítico fica entre quatro e seis semanas, sem contar transporte. Mas o número que realmente importa não é esse: é o intervalo entre a aprovação da amostra e o início da produção. Se a amostra é aprovada com atraso, a produção inteira desliza, e não existe ação comercial que recupere esse tempo.
Por isso, a recomendação prática é definir a data do evento, subtrair as semanas de produção e amostra, e colocar a aprovação da arte como marco inicial. Se o box trabalha com dois eventos por ano, vale abrir a conversa do primeiro antes de fechar o segundo — assim o molde já está pronto e a segunda edição é só repetição com gravação nova.
Há também o fator inscrição. A medalha de conclusão depende do número de atletas, e o número de atletas só fecha perto do evento. A saída é trabalhar com uma estimativa conservadora mais a reserva de 10%, e não com o número exato. Quem espera a inscrição encerrar para fazer o pedido fica sem margem de produção.
Perguntas frequentes
Quantas medalhas pedir para um throwdown com 80 atletas?
Depende da estrutura do pódio. Se todos recebem medalha de conclusão, são 80 peças, mais a reserva de 10%, o que leva o pedido a cerca de 88. Some a esse número o pódio, lembrando que divisão de dupla consome seis peças e divisão de trio consome nove. Com 80 atletas e seis divisões, o total costuma ficar entre 100 e 130 peças.
Dá para usar a mesma medalha no pódio e na conclusão?
Dá, e é o caminho mais econômico. A peça é a mesma e a diferença fica no banho: dourado, prata e bronze para os três primeiros, níquel negro ou prata para quem completou. Assim você atinge o MOQ de 100 peças por modelo com um único ferramental e mantém a identidade visual do evento.
Qual é o relevo mínimo para uma kettlebell ou uma corda naval?
O relevo mínimo é de 0,4 mm e o traço mínimo é de 0,3 mm. Na prática, isso significa desenhar a corda naval como fita ondulada de pelo menos 0,3 mm de largura por seção, e não como linha isolada muito fina. A kettlebell funciona melhor como silhueta cheia, com alça em arco contínuo e parede mínima de 2 mm.
Vocês gravam o nome de cada atleta?
Sim, por gravação a laser no verso, em área plana reservada sem esmalte. O molde é um só e a gravação varia por atleta, o que permite manter o mesmo modelo para o evento inteiro. Precisamos da lista fechada e conferida antes do início da produção.
Qual é o MOQ e quanto tempo leva?
O MOQ é de 100 peças por modelo. A arte fica pronta em 24 horas, a amostra física leva de 7 a 10 dias e a produção leva de 7 a 15 dias. Transporte e desembaraço não estão incluídos nesses prazos.
Esmalte mole ou imitação de esmalte duro?
O esmalte mole é rebaixado em 0,3 mm e deixa o relevo metálico saltado, com leitura tátil e visual clássico. A imitação de esmalte duro é rebaixada em 0,5 mm e polida até ficar plana, com superfície lisa e brilho uniforme. Para pódio, a segunda opção costuma valorizar mais a peça; para volume de conclusão, a primeira é mais eficiente.
Pedir medalhas de CrossFit com a gente
Se você organiza competição em box, academia de functional fitness ou campeonato regional, o próximo passo é simples: envie o logo, a data do evento e uma estimativa de atletas por divisão. Devolvemos a arte em 24 horas, com sugestão de formato, banho e gravação, e seguimos para a amostra física em 7 a 10 dias. A produção entra depois da aprovação e leva de 7 a 15 dias. Fale com a nossa equipe e feche o pedido com o cronograma do evento na mesa, não com o calendário apertado.



